compartilhar

FALTAM VAGAS NA REDE PÚBLICA: A cada 10 alunos no ensino superior, 8 estão na rede privada

Capital federal tem apenas 2 instituições públicas. Censo da Educação Superior foi divulgado nesta quinta; dado é referente a 2017.

A maioria dos alunos de ensino superior no Distrito Federal estuda em instituições particulares.

No ano passado, a proporção chegou a 78,5% do total de matrículas: são 143.071 registros em faculdades pagas, diante de 39.208 na rede pública.

Os dados integram o Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quinta-feira (20).


Segundo o levantamento, a capital federal ofereceu 3,65 vagas em cursos presenciais de faculdades e centros universitários privados para cada 1 vaga disponível na rede pública.

A relação é a segunda maior do país, atrás apenas de São Paulo, que chega a 4,88 matrículas privadas por vaga pública.


A média nacional é de 2,47 matrículas em instituições pagas para cada vaga de ensino gratuito. Os dados mostram ainda que apenas Roraima recebe mais estudantes na rede pública do que na particular.

O relatório preliminar divulgado pelo Inep não aponta a evolução dos números ao longo dos últimos anos.


 

Ensino superior gratuito

 

O Distrito Federal tem duas instituições públicas de ensino superior – a Universidade de Brasília (UnB) e a Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS).

Administrada pelo governo federal, a UnB oferece vagas em 98 cursos, distribuídos pelos campi Darcy Ribeiro, Ceilândia, Gama e Planaltina.


A Escola Superior de Ciências da Saúde, gerenciada pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, oferta vagas nos cursos de medicina e enfermagem e bolsas de residência médica e em áreas profissionais de saúde.


Em 2013, o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz sancionou a Lei 5.141, possibilitando a criação da Fundação Universidade Aberta do DF (Funab). Idealizada pelo governo local para ampliar os cursos superiores de graduação da capital, atualmente, a Funab oferece apenas um curso de especialização em segurança pública destinado a policiais civis.

No entanto, em 2016, a Justiça do Distrito Federal anulou o processo seletivo que destinava professores da rede pública à Funab. A seleção permitiria que os profissionais do ensino básico atuassem como professores do ensino superior.


Na ação, Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc), alegou que o concurso interno representava desvio de função. Além disso, a transferência para a Funab retiraria profissionais da educação básica, prejudicando o ensino público e aumentando o déficit no setor.

Segundo a fundação, a decisão impediu a implementação da Escola Superior do Magistério, que ofertaria aos estudantes da capital o curso de graduação em pedagogia.


O diretor executivo da Funab, Mourad Belaciano, explicou ao G1 que a fundação recorreu da decisão, mas que, até a tarde desta quarta-feira (19), o processo ainda tramitava na Justiça.

“Nós fomos obrigados a suspender a implementação desse curso. Tentamos recorrer na 1ª instância, mas perdemos. E, agora, o recurso está na 2ª instância”, disse.

 

Fonte: *Via:G1/Clipping

COMENTÁRIOS