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MOBILIDADE NORMAL NESTA 2a. FEIRA: Passageiros aliviados pois, após metroviários, rodoviários tambem cancelam greve

Decisão foi confirmada em assembleia realizada na manhã deste domingo (23/9), no Conic

Quem depende de transporte público no Distrito Federal pode ficar aliviado.

Assim como os metroviários, os rodoviários anunciaram, em assembleia neste domingo (23/9), que não entrarão em greve nesta segunda (24).


A categoria reivindicava um reajuste de 7% sobre os salários, mas as empresas ofereceram 2,71%.

Após muita negociação, os empregados conseguiram 4,45% de aumento e garantia de que a atividade-fim não será terceirizada.

Divulgação / Rodoviários-DF

A negociação com as empresas terminou por volta das 19h40 do sábado, segundo o sindicato.

 

O principal êxito, de acordo com o diretor João Osório, foi a proibição da terceirização a ser incluída no acordo coletivo da categoria.

“A avaliação da direção do sindicato, agora referendada pela categoria, é de que nós fizemos um bom acordo. O conjunto da obra foi positivo, nós conseguimos um reajuste significativo. Mas, sem dúvida nenhuma, a gente considera impedir que as empresas precarizem sua mão de obra a maior vitória alcançada”, afirmou.


Outras conquistas anunciadas em assembleia foram a manutenção do acordo coletivo anterior, 5% de reajuste no tíquete-alimentação, 5% de reajuste na cesta básica e 7,8% de reajuste no plano de saúde.

Os trabalhadores contratados durante a transição do reajuste anterior vão ter 5% a mais, ou seja, 9,45% de reajuste a partir do acordo.

Metroviários
Os trabalhadores do Metrô brasiliense também desistiram da greve, em assembleia realizada no sábado (22/9), na Estação Águas Claras, após negociação com a empresa.

O acordo foi selado após determinação do TRT-10, constante de ata, para que a recomposição salarial de 8,4106% seja incorporada aos salários dos metroviários já no mês de setembro.

O percentual é referente ao INPC do período compreendendo abril de 2014 a março de 2015, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho de 2015 e confirmado em sentença normativa do tribunal.

O diretor de relação sindical do Sindmetrô-DF, Israel Almeida, explicou aos trabalhadores que o acordo firmado só valeria caso não houvesse greve.

Por haver um processo em tramitação em fase de contraditório, o movimento duraria pelo menos duas semanas. “O GDF ia ficar com a corda no pescoço. Houve um apelo pelo diálogo no TRT”, afirmou.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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