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TRANSIÇÃO NO GDF: A um mês da posse, Ibaneis tem 42 nomes para o alto escalão do governo distrital

O governador eleito definiu os responsáveis pelos principais cargos da sua gestão no Buriti, que se inicia em 1º de janeiro de 2019

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou 42 nomes para o alto escalão do Executivo local desde que foi aclamado pelas urnas, em 28 de outubro.

Ele e a equipe de transição definiram, até o momento, nomes bem distintos dos que formam a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). O único a se manter no cargo será o presidente da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), Júlio César Reis.


O emedebista optou em destinar as principais vagas da administração direta e indireta a pessoas do governo federal, ligadas ao presidente da República, Michel Temer (MDB), seu correligionário. Ibaneis deu destaque ainda a pessoas com graduação em direito. Só nessas primeiras semanas, ele aumentou o número de secretarias de 21 para 22, e ainda deve ampliar o quadro.

Falta escolher, por exemplo, o chefe da pasta de transporte e do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) – autarquia envolvida em uma série de operações policiais em 2017 e 2018. A possibilidade é que Ibaneis alcance a marca de 30 secretarias, oito a mais que o atual governo. Embora o número ainda esteja em análise, o objetivo final é reduzir gastos.

A equação será resolvida com estruturas de menor tamanho. “Esse negócio de ficar juntando coisas que são diferentes é complicado. Planejamento, Orçamento e Fazenda são sequenciais e faz sentido, mas no caso de Infância, Mulher, Juventude, Igualdade Racial, já quebra um pouco a cabeça. Temos que deixar clara a importância de cada um”, afirmou o futuro secretário de Fazenda, André Clemente.


Para ele, não adianta só separar as pastas, é preciso ter orçamento e clareza na definição das competências. “Às vezes, cria-se uma secretaria, mas não dá estrutura. A gente precisa parar de fazer de conta e assumir que deve ter determinadas áreas”, declarou. Clemente afirma que será apresentada no final da transição a estrutura completa do governo. “Não vamos divulgar agora porque pode sofrer alterações. Estamos ajustando.”

Apesar de Ibaneis ter dito que criaria uma Secretaria do Idoso, a pasta pode se juntar com a da Criança e do Adolescente e também de Igualdade Racial para virar a de Desenvolvimento Social. Para secretário de Juventude, o emedebista escolheu o atual presidente do PDT Jovem, Léo Bijos.


A Secretaria de Turismo deve virar empresa ou agência. A definição para a pasta de Mobilidade e Trabalho deve ser concluída esta semana, pois havia uma especulação de que as duas áreas poderiam ser separadas.

Experiência federal
Para comandar a área mais caótica do GDF, a Secretaria de Saúde, Ibaneis anunciou na última quinta-feira (29/11) o farmacêutico bioquímico Osnei Okumoto. Desde abril deste ano, ele exerce o cargo de secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Servidor de carreira do Estado de Mato Grosso do Sul, Okumoto está cedido ao governo federal. Ele também é membro da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS/MS.

O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, também deixa a Esplanada dos Ministérios para ocupar uma cadeira no Buriti. Ele será Secretário de Justiça. O chefe do Meio Ambiente nacional, Edson Duarte, presidirá o Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Para o esporte local, assume o ministro da área de Temer, Leandro Cruz. Ele é ligado ao MDB nacional e advogado de carreira. O jornalista e diplomata Pedro Luiz Rodrigues vai para a Secretaria de Relações Internacionais. Concursado do Ministério das Relações Exteriores, ele foi responsável pelo contato do Palácio do Planalto com a imprensa internacional.

Também ganhará posição de destaque no governo emedebista o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Ele foi anunciado como secretário da Casa Civil. Ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) será secretário da mesma área no Distrito Federal.

O que ainda falta
Ibaneis ainda precisa definir quem comandará o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Agência de Fiscalização (Agefis), o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), a Agência Reguladora de Águas e Saneamento (Adasa-DF) e o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (INAS-DF).

Faltam também os presidentes da Companhia Habitacional (Codhab) e da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). Estão também acéfalas as seis fundações da capital da República: de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap); de Apoio à Pesquisa (FAP); Hemocentro de Brasília (FHB); de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs); Universidade Aberta do Distrito Federal (Funab); e Jardim Zoológico de Brasília.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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