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DOENÇA DE CHAGAS: HRT utiliza procedimento inédito para tratamento em Taguatinga

Publicada em: 31/12/2025 17:07 -

 Técnica devolve ao paciente a possibilidade de se alimentar com conforto e melhora expressiva dos sintomas.

 

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realizou, pela primeira vez, a técnica de miotomia endoscópica peroral (POEM), ampliando o tratamento especializado para combate à doença de Chagas no sistema público de saúde.

A unidade hospitalar passa a oferecer um serviço mais capacitado e acessível, reforçando o compromisso em levar tecnologia, segurança e cuidado humanizado à população do Distrito Federal.

Procedimento é feito por endoscopia, criando um pequeno túnel na parede interna do esôfago para desobstruir a passagem dos alimentos 

“O Hospital Regional de Taguatinga celebra essa conquista, que representa mais acesso, mais qualidade e mais dignidade para os pacientes atendidos pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, comemorou a supervisora da Gerência de Assistência Clínica do HRT, Andressa Lohanna Barbosa.

 

O POEM é um procedimento minimamente invasivo, feito por endoscopia, no qual o médico cria um pequeno túnel na parede interna do esôfago para seccionar as fibras musculares que impedem a passagem adequada dos alimentos.

De forma simples e segura, a técnica devolve ao paciente a possibilidade de se alimentar com conforto e melhora expressiva dos sintomas.

No Brasil, poucos centros dispõem de equipes habilitadas para essa técnica. Brasília foi uma das pioneiras: o Hospital de Base começou a oferecer o Poem em 2013, tornando-se referência nacional dentro do SUS.

O procedimento no HRT foi realizado pelos médicos Sara Cardoso, Técio de Araújo, Raul Torres e Sabrina Carvalho.

 

Doença de Chagas

Causada pelo Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas está associada a áreas rurais e a populações com menor acesso aos serviços de saúde, sendo normalmente transmitida pelo inseto conhecido como barbeiro.

Presente principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, a enfermidade pode causar complicações crônicas que afetam diretamente a qualidade de vida dos pacientes.

Entre essas complicações, está a acalasia secundária à doença de Chagas, condição que compromete o esôfago e dificulta de forma progressiva a deglutição.

Doenças como a acalasia chagásica atingem, em sua maioria, indivíduos de baixa renda, reforçando a relevância de serviços públicos especializados e gratuitos. “Diante desse cenário, o SUS desempenha papel essencial, garantindo diagnóstico, acompanhamento e tratamento a populações historicamente vulneráveis”, enfatiza a supervisora do HRT.

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