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"ZEBRINHAS" E PATINETES: GDF leva serviços antes concentrados no Plano Piloto para as cidades-satélites

Publicada em: 16/02/2026 09:41 -

 Expansão iniciada em 2019 levou 'Zebrinha', placas de endereçamento histórico, delegacia de atendimento à mulher e patinetes elétricos a localidades fora do Plano Piloto, ampliando acesso e número de usuários na Grande Brasília.

 

Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem ampliando serviços que, historicamente, haviam ficado concentrados no Plano Piloto.

A expansão alcança hoje diversas cidades-satélites e envolve mobilidade urbana, segurança pública e sinalização viária — com impacto direto no número de usuários, no investimento público e na rotina da população.

Quatro frentes ajudam a ilustrar esse movimento: o transporte de vizinhança ('Zebrinha'), as placas de endereçamento histórico, a instalação de delegacias especializadas fora da área central e a ampliação do sistema de patinetes elétricos compartilhados.

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Zebrinha leva transporte local a 17 localidades

Antes restrito ao Plano Piloto, o 'Zebrinha' hoje atende 17 cidades-satélites e transporta cerca de 20,7 mil pessoas por dia.

O serviço opera com 68 veículos e funciona como ligação interna nos bairros e integração com linhas de ônibus e o metrô.

“É uma ligação rápida. Facilita, tem valor acessível, R$ 2,70. A gente economiza”, destaca a usuária Ábia Eloína 

A usuária Ábia Eloína, telefonista, destaca a praticidade: “É uma ligação rápida. Facilita, tem valor acessível, R$ 2,70. A gente economiza”. Segundo a Semob-DF, a demanda pelo transporte de vizinhança cresceu 26% nos últimos meses, acompanhando a recuperação do transporte público brasiliense.

Placas históricas em todas as localidades

Com investimento de R$ 70 milhões, o GDF levou às 35 regiões administrativas o modelo de placas de endereçamento que é símbolo de Brasília. Já são cerca de 50 mil placas instaladas em cidades-satélites como Taguatinga, Ceilândia, Sobradinho, Guará e Samambaia.

Criadas pelo arquiteto e designer Danilo Barbosa, as placas são produzidas pelo DER-DF, com média mensal de 250 unidades de endereçamento e até 600 peças rodoviárias.

O projeto integra, desde 2012, o acervo permanente de arquitetura e design do MoMA, em Nova York.

Moradora de Taguatinga, Laís Pereira avalia que a sinalização ajuda quem circula pela região: “Para quem não mora aqui, serve como orientação. Eu cheguei recentemente e uma placa dessa ajuda bastante”. Para Danilo Barbosa, autor do projeto, a ampliação reforça a identidade urbana em toda Grande Brasília: “Desde o início, o sistema foi pensado para todo o Distrito Federal”.

Delegacia da Mulher II amplia atendimento especializado em Ceilândia

“É importante para garantir a segurança da mulher. O atendimento é diferenciado”, afirma a servidora pública Rosa Nilda de Fasco Araújo

A segunda Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (Deam II) foi instalada em Ceilândia, a cidade-satélite mais populosa do "quadrilátero', com funcionamento 24 horas.

A unidade conta com seções especializadas, posto descentralizado do Instituto Médico Legal (IML) e atendimento a mulheres, crianças e adolescentes.

Delegacia de Atendimento à Mulher chega a Ceilândia

Para a servidora pública Rosa Nilda de Fasco Araújo, a instalação da Deam em Ceilândia representa um avanço na proteção às mulheres da região. “É importante para garantir a segurança da mulher. O atendimento é diferenciado”, afirma. Segundo ela, a existência de uma unidade especializada contribui para que as vítimas saibam onde buscar ajuda e encontrem um ambiente mais adequado para relatar situações de violência.

Patinetes elétricos chegam a novos locais

Sucesso na capital, uso de patinete elétrica ultrapassa 173 mil viagens em  30 dias | Jornal de Brasília

O sistema de patinetes elétricos compartilhados conta atualmente com 2.700 veículos distribuídos por oito localidades, como Plano Piloto, Guará, Águas Claras, Gama e Taguatinga.

Até dezembro de 2025, foram registradas mais de 1,1 milhão de viagens, com cerca de 264 mil usuários cadastrados.

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A expansão do serviço ocorreu em julho de 2025, com o credenciamento da operadora JET, após fase experimental restrita a áreas centrais. Morador do Guará, o analista Kalyu Monteiro, de 26 anos, relata que os patinetes elétricos passaram a fazer parte da rotina dele e do companheiro.

Segundo ele, a alternativa tem sido usada principalmente em deslocamentos curtos dentro da própria localidade. “Mudou a minha rotina e a do meu parceiro também. De vez em quando ele vai trabalhar de patinete, porque é perto do serviço, ele trabalha numa imobiliária no Guará”, conta.

“Fica mais tranquilo, porque o trânsito diminui. Para trajetos curtos, é mais prático para quem está a pé e mais rápido também”, relata Kalyu Monteiro

Na avaliação de Kalyu, o uso do patinete facilita o dia a dia e contribui para reduzir o fluxo de veículos nas ruas. “Fica mais tranquilo, porque o trânsito diminui. Para trajetos curtos, é mais prático para quem está a pé e mais rápido também”, afirma. Na avaliação dele, a expansão do serviço para outras regiões administrativas amplia as opções de deslocamento e incentiva alternativas ao uso do carro.

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Expansão amplia alcance e uso dos serviços

A presença desses serviços fora do Plano Piloto reflete uma mudança no desenho das políticas públicas do Distrito Federal, com foco na descentralização e na ampliação do acesso.

A expansão elevou o número de usuários, exigiu novos investimentos e passou a integrar o cotidiano de moradores de diferentes bairros e cidades-satélites, que hoje contam, mais perto de casa, com estruturas antes concentradas na área central da capital federal.

 

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