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HOSPITAL REGIONAL DO GAMA: HRG passa a realizar exame para avaliação auditiva de recém-nascidos

Publicada em: 26/02/2026 09:07 -

 Conhecido como 'PEATE' ou 'BERA', teste avalia a audição de bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva e complementa o 'teste da orelhinha'.

Referência em número de partos no Distrito Federal, a maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG) ampliou a assistência oferecida aos recém-nascidos com a implantação de um novo exame para avaliação da saúde auditiva: o Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (PEATE), ou BERA (do inglês, Brainstem Evoked Response Audiometry), como é popularmente conhecido.

Desde o início de fevereiro, o PEATE passou a ser realizado ainda durante a internação, antes da alta hospitalar, com resultado e laudo no mesmo dia para bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva.

A coordenadora de fonoaudiologia da maternidade do HRG, Maria Paula Toledo, explica que a novidade representa um avanço importante no cuidado neonatal. “O HRG é, historicamente, um dos hospitais que mais realiza partos nno Distrito Federal, com mais de 300 por mês. Antes, realizávamos apenas o teste padrão da orelhinha. Agora, também estamos fazendo o Peate, que é um exame mais detalhado”.

O PEATE é um exame complementar ao teste da orelhinha e faz parte da triagem neonatal. Ele é indicado para recém-nascidos que apresentam indicadores de risco para perda auditiva 

Triagem neonatal

O PEATE é um exame complementar ao teste da orelhinha e integra a triagem neonatal, que inclui ainda os testes do olhinho, da linguinha, do coraçãozinho e do pezinho. Ele permite avaliar, de forma precoce, a integridade do sistema auditivo.

Segundo a fonoaudióloga da maternidade do HRG, Priscila Oliveira, anteriormente os bebês eram encaminhados para outras unidades de saúde após a alta hospitalar. “Enfrentávamos uma taxa elevada de faltas, principalmente pela dificuldade de deslocamento das mães. Com a realização do exame aqui no HRG, o processo ficou mais ágil e acessível”, explica.

Como é feito

 O fluxo começa com o teste da orelhinha. Em caso de falha, é feito o reteste com o Peate. Para a realização do procedimento, é importante que o bebê esteja calmo, preferencialmente dormindo. Eletrodos são colocados na testa, nas bochechas e na nuca, e um dispositivo semelhante a um fone de ouvido é posicionado em cada orelha.

O equipamento emite estímulos sonoros e registra a resposta elétrica do nervo auditivo, identificando eventuais alterações. Persistindo a falha, o recém-nascido é encaminhado ao serviço de saúde auditiva por meio do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde.

O equipamento possui tecnologia avançada que possibilita a avaliação de ambas as orelhas simultaneamente. O exame pode ser feito a partir das 30h de vida do bebê

Entre os bebês atendidos está Maria Hellena Silva, com apenas 4 dias de vida, que realizou o Peate por apresentar indicador de risco. Para a mãe, Tatiara dos Santos, 31 anos, o novo serviço trouxe mais tranquilidade. “Saber que minha filha pôde fazer o exame aqui mesmo, sem precisar ir para outro hospital, foi um alívio. A gente se sente mais segura fazendo tudo ainda na maternidade”, diz.

A chefe do Núcleo de Saúde Funcional do HRG, Kássia Araújo, ressalta que a audição é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da comunicação. “Identificar precocemente possíveis perdas auditivas permite iniciar intervenções no momento certo, aumentando as chances de sucesso antes da fase escolar. A Secretaria de Saúde oferece um fluxo de atendimento para assegurar que as crianças recebam o suporte necessário antes do início da alfabetização”, acrescenta.

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