Capacitação mostra como a meliponicultura pode gerar lucro, preservar o meio ambiente e impulsionar o turismo rural.
A Emater-DF realizou o curso sobre 'Manejo e Criação de Abelhas Nativas Sem Ferrão'.
A atividade reuniu cerca de 30 participantes de várias localidades do Distrito Federal, e teve como finalidade apresentar diferentes formas de se obter renda na meliponicultura.
De acordo com o instrutor Carlos Morais, extensionista da Emater-DF, o intuito principal foi mostrar que é possível criar abelhas de forma simples com viabilidade econômica.
“Além de ter colmeias que podem gerar renda com a produção de mel, pólen, própolis e cera, por exemplo, também dá para ganhar dinheiro fabricando caixas e iscas”, ensina.
Dividido em duas etapas, o curso teve uma parte teórica de manhã, no Centro de Formação Tecnológica e Desenvolvimento Profissional (Cefor), e uma parte prática de tarde, realizada no Jardins de Mel, no Núcleo Rural Vale do Palha, na região conhecida popularmente como Serrinha, no Lago Norte.
A propriedade é administrada pelo casal Diana Schappo e Evandro Schappo — daí o 'DE' com maiúsculas no nome, que corresponde às iniciais do nome do casal — e possui meio hectare onde habitam dezenas de espécies de abelhas. Mandaguari, jataí, mandaçaia, uruçu-amarela, dentre outras, convivem no rico minibioma erguido pelo casal.
“As abelhas daqui não polinizam apenas a propriedade, mas também a vizinhança. Algumas espécies de abelhas chegam a voar até 2 mil metros, beneficiando as produções locais de hortaliças e frutíferas”, explica Carlos Morais.
A produtora Maria Elenice da Silva, moradora do núcleo rural Incra 6, em Brazlândia, se sentiu impulsionada a colocar em prática algo que já vinha planejando. “Pretendo construir um espaço parecido com este, com muito verde, natureza, um lugar onde as pessoas possam visitar e consumir mel e derivados”, vislumbra. Nice, como gosta de ser chamada, tem duas colmeias com abelhas jataí, além de espécies de árvores como jatobá e ipê.
