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NÃO, E NÃO!: GDF recusou acordo federal para conter alta do diesel

Publicada em: 05/04/2026 13:47 -

 

Decisão ocorreu em meio a reajustes nos combustíveis e cenário de crise financeira no Distrito Federal.

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu não aderir à proposta do governo federal para conter a alta do diesel no país.

O anúncio foi feito esta semana, mesmo dia em que distribuidoras voltaram a reajustar os combustíveis na Grande Brasília, com aumento de R$ 0,05 no litro da gasolina e R$ 0,15 no diesel.

A Secretaria de Economia confirmou a recusa ao projeto, mas não detalhou os motivos da decisão.

O plano federal já conta com o apoio de pelo menos 20 estados.

Impacto econômico e críticas ao GDF

O presidente do Sindicombustíveis, Paulo Tavares, criticou a decisão e afirmou que a adesão poderia aliviar a carga tributária e reduzir o preço final ao consumidor.

Segundo ele, os impostos representam cerca de 40% do valor dos combustíveis, sendo o diesel um dos mais impactados.

Tavares também destacou a relevância do diesel importado no país, que representa aproximadamente 30% do consumo nacional, o que reforça a importância de medidas para reduzir custos.

Cenário político e crise distrital

A ausência do GDF no acordo pode estar relacionada a fatores políticos e financeiros.

De um lado, há a diferença ideológica entre a gestão da governadora Celina Leão (PP) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De outro, o GDF enfrenta uma crise orçamentária agravada por problemas envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

No início do ano, o governo local publicou um decreto estabelecendo limite mensal de gastos públicos.

Com a medida, todas as despesas passaram a depender de autorização da Secretaria de Economia, como forma de manter o equilíbrio financeiro e evitar interrupções em serviços essenciais.

Proposta do governo federal

O projeto do governo federal prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado até o fim de maio.

Desse total, R$ 0,60 seriam pagos pela União e R$ 0,60 pelos estados.

A participação dos estados seria proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação.

 
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