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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: 'Zerada' fila específica para os exames em Brasília e registrada virada histórica na saúde

Publicada em: 09/04/2026 16:03 -

Sistema passa a operar com capacidade total após expansão de prestadores e modernização da regulação.

 

O Distrito Federal zerou a fila para exames de ressonância magnética na rede pública e passou a operar com capacidade total de atendimento.

A virada histórica na saúde 'distrital' coloca fim a um dos principais gargalos da assistência especializada e garante acesso rápido ao diagnóstico: atualmente, o SUS realiza cerca de 5 mil exames por mês, com marcação em menos de uma semana.

O resultado é fruto de uma estratégia estruturada pela Secretaria de Saúde, que combinou ampliação da rede credenciada e modernização do sistema de regulação.

Até o primeiro semestre de 2025, dez empresas estavam habilitadas para realizar o exame.

Com a publicação de um novo edital em agosto do ano passado, o número de prestadores subiu para 17, ampliando significativamente a oferta e permitindo atender a toda a demanda existente.

Ao mesmo tempo, o Complexo Regulador passou por uma transformação interna. Com o uso de automação e inteligência artificial, o sistema foi reorganizado para qualificar a fila, eliminar cadastros duplicados, atualizar informações dos pacientes e garantir mais precisão no encaminhamento.

A medida foi decisiva para acabar com desperdícios e acelerar o acesso aos exames.

Segundo a diretora do 'Complexo Regulador', Célia Regina Vieira, a mudança foi essencial para atingir o atual cenário.

cllínicas de exames de imagem em campinas e região

Ela afirma que a gestão passou a ter controle total sobre a demanda e a utilização dos equipamentos. “Hoje, a gente acompanha cada solicitação em tempo real, corrige inconsistências rapidamente e evita que as máquinas fiquem paradas. Isso fez toda a diferença para zerar a fila e dar mais agilidade ao atendimento”, explica.

Os dados comprovam a dimensão do avanço.

Em agosto de 2025, o sistema acumulava cerca de 35 mil solicitações, entre novos pedidos e exames represados.

Com a reestruturação, esse passivo foi completamente eliminado e a rede passou a operar sem acúmulo de demanda.

Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o marco representa uma conquista inédita para a população.

Ele destaca que, pela primeira vez, o sistema trabalha com oferta superior à procura. “Hoje, nós temos mais vagas disponíveis do que a demanda mensal. Isso significa que o cidadão não espera mais por esse exame e consegue acesso rápido ao diagnóstico, o que impacta diretamente na qualidade do cuidado”, afirma.

 
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