A pena somada de todos eles ultrapassa os 1200 anos.

Três anos após um crime que chocou a população do Distrito Federal e depois de seis dias de julgamento no Tribunal do Júri de Planaltina, a sentença dos cinco acusados do assassinato de 10 pessoas de uma mesma família foi decidida.
Por volta das 23h deste sábado (18), o juiz Taciano Vogado proferiu o veredito determinado pelos jurados: Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva foram considerados culpados pela maior chacina do DF.
Todos tiveram sentenças que superam os 200 anos de reclusão, exceto Carlos Henrique que teve uma sentença de 2 anos.
As penas somadas dos cinco superam os 1200 anos de reclusão.
Gideon, considerado a cabeça por trás do crime, foi condenado por todas as acusações. Ele cometeu crimes como homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, corrupção de menores e roubo. A pena de Gideon foi de 397 anos de reclusão.
A pena de Carlomam foi de 351 anos de reclusão; a de Horácio chegou a 300 anos de reclusão; a de Fabrício foi de 202 anos de reclusão; e, por fim, Carlos Henrique foi condenado a 2 anos pelo entendimento do júri de que ele não foi fator determinante nos homicídios.
O julgamento dos cinco teve início na segunda-feira (13). Foram seis dias até que a sentença finalmente fosse proferida.
As vítimas da chacina foram 10 pessoas de uma mesma família: Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos (patriarca); Renata Juliene Belchior, 52 (esposa de Marcos); Gabriela Belchior de Oliveira, 25 (filha do casal); Thiago Gabriel Belchior de Oliveira (filho do casal); Elizamar da Silva (esposa de Thiago); Rafael, 6 anos, Rafaela, 6, e Gabriel, 7 (filhos de Thiago e Elizamar); Cláudia Regina Marques (ex-mulher de Marcos), 39; e Ana Beatriz Marques de Oliveira (filha de Marcos e Cláudia).
O promotor de Justiça, Nathan da Silva Neto, afirmou que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se empenhou desde o início das investigações para a definição do caso. “Unimos esforços para dar uma resposta à sociedade, uma resposta digna e à altura do mal praticado. Hoje com a finalização desse julgamento podemos dizer que é o resultado do esforço de muitas mãos”, declarou./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2026/L/p/Jtd4itSSqWkCKISH04CA/julgamento.png)
Veja a situação de cada réu:
Gideon Batista de Menezes:
- apontado pelo MPDF como líder do grupo, foi condenado por todos os crimes, incluindo homicídios, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, roubo, corrupção de menores, associação criminosa e outros. A pena total foi de 397 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, além de 1 ano e 5 meses de detenção e 716 dias-multa.
Horácio Carlos Ferreira Barbosa:
- também condenado por todos os crimes atribuídos na denúncia, teve a pena fixada em 300 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 407 dias-multa.
Carlomam dos Santos Nogueira:
- condenado pela maior parte dos crimes, a pena total foi de 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão, além de 11 meses de detenção e 716 dias-multa.
Fabrício Silva Canhedo:
- condenado por crimes como extorsão mediante sequestro, associação criminosa e outros ligados à manutenção do cativeiro, mas não foi responsabilizado diretamente pelas mortes. A pena total foi de 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 487 dias-multa.
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Carlos Henrique Alves da Silva:
- condenado apenas por um dos crimes, relacionado ao sequestro, e absolvido da acusação de homicídio. A pena foi de 2 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto, por ser reincidente.
➡ Como já estava preso há mais tempo do que a pena fixada, Carlos Henrique Alves da Silva deve ser colocado em liberdade após os trâmites da Justiça.
Os réus Gideon, Horácio, Carlomam e Fabrício deverão cumprir pena em regime inicial fechado e tiveram a prisão preventiva mantida.
- condenado apenas por um dos crimes, relacionado ao sequestro, e absolvido da acusação de homicídio. A pena foi de 2 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto, por ser reincidente.
Os criminosos começaram a planejar a chacina em outubro de 2022, alugando um cativeiro no dia 23 onde deixariam as vítimas. No dia 27 de dezembro, Marcos Antônio, Renata Juliene e a filha do casal, Gabriela Belchior, foram rendidos por Gideon, Horácio, Carlomam e um adolescente. As vítimas são levadas para o cativeiro em Planaltina, e Marcos foi o primeiro a ser morto, tendo o corpo esquartejado. O adolescente posteriormente fugiu do local.
Fabrício chega ao cativeiro para assumir a função de vigilante. Os criminosos usavam os celulares das vítimas para enviar mensagens se passando por elas para evitar suspeitas. Entre os dias 2 e 4 de janeiro, Cláudia Regina e a filha, Ana Beatriz, foram rendidas na casa delas no Lago Norte. Também foram levadas para o cativeiro.
Em 12 de janeiro, Thiago Gabriel, marido de Elizamar e filho de Marcos e Renata, foi pelos criminosos até a chácara Quilombo, onde foi sequestrado com a ajuda de Carlos Henrique e levado também ao cativeiro. Presas, as vítimas também sofriam constantes ameaças. Entre 12 e 13 de janeiro, eles atraem Elizamar e as três crianças filhas do casal para a chácara. Lá os quatro foram rendidos, levados para uma rodovia em Cristalina (GO) e mortos por estrangulamento por Gideon e Horácio. O carro com os corpos foi incendiado na sequência.
No dia 14 de janeiro, Renata e Gabriela são levadas para uma rodovia em Unaí (MG) e também são mortas por estrangulamento por Gideon e Horácio. Os corpos também foram incendiados dentro de um veículo. Sob ordens de Gideon, Horácio e Carlomam levam Cláudia, Ana Beatriz e Thiago até uma cisterna próxima ao cativeiro, em Planaltina. Os três são assassinados a golpes de faca, e os corpos são jogados no local e cobertos com terra e cal.(*Fonte:JBr/G1)
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