Período de muitas infecções respiratórias reforça a importância da vacinação contra influenza.
Com a chegada dos meses mais secos no Distrito Federal, não é apenas o desconforto do clima que preocupa.
Entre março e julho, a circulação de vírus respiratórios se intensifica e impacta diretamente a saúde infantil, especialmente de crianças asmáticas e com deficiência, que apresentam maior risco de agravamento e hospitalização.Como as crianças têm resposta imunológica imatura, o quadro de saúde logo evolui para gravidade
Dados da Secretaria de Saúde mostram que, em 2025, foram registrados mais de 8,4 mil diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 3.871 (46%) casos e 15 mortes correspondem a crianças menores de 1 ano de idade.
Parte significativa dos casos graves corresponde a crianças menores de 5 anos. A resposta imunológica, ainda imatura nessa fase da vida, contribui para a rápida evolução dos quadros, especialmente diante de vírus mais agressivos.
"Os principais sinais de gravidade em crianças asmáticas e com deficiência são cansaço visível para respirar, fala entrecortada, febre persistente e a criança pouco responsiva"
Andréa Martha Rodrigues, médica especialista em asma
“Os principais sinais de gravidade em crianças asmáticas e com deficiência são cansaço visível para respirar, fala entrecortada, febre persistente e a criança pouco responsiva”, alerta a referência técnica distrital de asma da SES-DF, Andréa Martha Rodrigues.
Quando procurar atendimento
Casos leves de crianças com asma costumam apresentar melhora nas primeiras 24 horas com uso de medicação prescrita pelo médico. No entanto, a ausência de resposta ao tratamento exige atenção imediata. “Se após o uso das medicações habituais não houver melhora ou surgirem sinais de alerta, é fundamental buscar atendimento. Casos leves devem ir às unidades básicas de saúde, enquanto os graves precisam de pronto-socorro”, orienta a especialista.
Entre os casos que exigem maior vigilância estão os de crianças menores de 2 anos, principalmente bebês prematuros. Nessa faixa etária, o sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido, o que reduz a capacidade de defesa do organismo e favorece a progressão rápida da doença para quadros mais graves.
Imunização
De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (AsBAI), infecções virais respiratórias estão entre os principais fatores de desencadeamento de crises de asma. O rinovírus é o mais frequente, mas o vírus influenza também tem papel relevante ao agravar sintomas e aumentar o risco de complicações.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de infecções bacterianas secundárias. Após um quadro viral, as vias aéreas ficam mais vulneráveis, o que pode levar a complicações como sinusite, otite e pneumonia, especialmente em crianças com doenças respiratórias prévias.
A vacinação contra a influenza é considerada a principal medida de prevenção. Ao estimular a produção de anticorpos, a vacina fortalece a resposta do organismo e diminui o risco de internações. Crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias fazem parte do público prioritário para a vacinação contra influenza.
Além da imunização, medidas como manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e reforçar a higiene das mãos seguem como estratégias importantes para reduzir a transmissão.
Confira os locais onde a vacina está disponível.A vacina é considerada a principal medida de prevenção da influenza
