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"INFLUENZA NAS GALINHAS": Mesmo sem casos em 2026, GDF empreende ações contínuas de prevenção contra a gripe das aves

Publicada em: 18/05/2026 11:33 -

 Governo do Distrito Federal intensifica fiscalizações, mantém plano de contingência e garante a segurança do consumo de produtos avícolas.

 O Governo do Distrito Federal (GDF) segue com medidas permanentes e rigorosas de prevenção à gripe aviária (influenza aviária), ações que já ocorriam antes mesmo da prorrogação da emergência zoossanitária nacional.

 

O trabalho contínuo das equipes de saúde e defesa agropecuária tem gerado resultados positivos: em 2026, não houve nenhum caso confirmado da doença em animais ou humanos no Distrito Federal.Trabalho conjunto entre as Secretarias de Saúde e de Agricultura mantém fiscalização pontual: foco é a saúde da população

A emergência zoossanitária no Distrito Federal valerá durante todo o alerta nacional para a gripe aviária.

“Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal no sentido de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro”

Rafael Bueno, secretário de Agricultura

“Antes mesmo da ocorrência da gripe aviária no Distrito Federal, o governo já estava preparado e trabalhando para evitar possíveis contaminações e disseminação da doença”, reforça o secretário de Agricultura do GDF, Rafael Bueno. Ele relembra que o caso registrado em 2025, no Zoológico de Brasília, foi rapidamente controlado e não chegou às granjas comerciais.


“Estamos trabalhando para evitar a chegada da doença com a restrição de entrada de animais vivos de outros estados e o aumento dos protocolos sanitários nas granjas, e isso traz tranquilidade para a população do Distrito Federal [no sentido] de que consumir carne de frango e ovos de galinha é plenamente seguro”, afirma Bueno. 

Segundo o secretário, o reforço na estrutura e nas ações de campo também foi destaque nas medidas preventivas. “Em 2025, a Seagri agiram atuando na fiscalização das propriedades comerciais”, aponta. “Ao longo desse período, adquirimos equipamentos e insumos e treinamos nossas equipes junto com parceiros para que cada vez mais estejamos atentos e prontos no caso de uma possível ocorrência”.

Balanço de ações e fiscalização

A Secretaria de Agricultura fechou 2025 com 291 fiscalizações em propriedades com avicultura. Apenas no primeiro trimestre de 2026, já foram promovidas 61 fiscalizações de campo em propriedades avícolas, além da coleta de toda a amostragem recomendada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).Controle rígido é praticado para assegurar que, em caso de confirmação de foco de influenza aviária, as medidas sejam adotadas imediatamente


A subsecretária de Defesa Agropecuária, Danielle Cristina, explica a celeridade do protocolo em casos de suspeita: “Em caso de confirmação de foco de influenza aviária, o Serviço Veterinário Oficial inicia imediatamente uma operação de emergência para conter a doença e evitar a disseminação.

A propriedade ou local afetado é interditado, o trânsito de aves e produtos é suspenso e equipes técnicas realizam investigação epidemiológica, coleta de amostras e monitoramento das propriedades próximas”.

“Para os agricultores distritais, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar”

Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores

As exigências para os produtores são rígidas.

De acordo com o coordenador de Programa de Sanidade de Suínos, Aves e Programas Sanitários em Geral, Daniel Nunes, o serviço se estende desde a avicultura industrial até os pequenos e médios produtores.

“O trabalho desenvolvido pelo Serviço de Defesa Agropecuária do Distrito Federal na prevenção da influenza aviária ocorre de forma contínua, estratégica e integrada, envolvendo desde a fiscalização das granjas comerciais até ações educativas junto aos pequenos produtores rurais”, situa. Atualmente, pontua o gestor, nenhuma granja comercial opera no Distrito Federal sem atender às exigências sanitárias previstas na legislação.

Biossegurança nas granjas

Para os produtores, o momento de alerta nacional sinaliza a importância de reforçar medidas que já fazem parte da rotina. O cuidado nas propriedades inclui desde a captação de água em poços profundos até a instalação de telas e cercas antirrato.

“Para os agricultores, é o momento de reforçar as boas práticas de biossegurança, que já vêm garantindo há bastante tempo a situação de bem-estar”, indica Eduardo Batista, do Sindicato dos Avicultores (SindiAves). “Os cuidados começam na origem. Após um rigoroso processo de sanitização, como banho e troca de roupa de colaboradores, vazio sanitário de pessoas, desinfecção de veículos e materiais, além do isolamento de propriedades, temos uma infraestrutura já dimensionada para biossegurança.”

 

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