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ATENTADO AO AEROPORTO JK: Justiça mantém condenação de blogueiro por tentativa de atentado no terminal aéreo

Publicada em: 30/07/2026 08:13 -

A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação do blogueiro Wellington Macedo de Souza a seis anos de prisão, em regime inicial fechado, por participação na tentativa de atentado com bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022.

A decisão é da 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) segundo o Correio Braziliense, confirma a sentença proferida em primeira instância.

Conforme a decisão, Wellington Macedo atuou em conjunto com George Washington de Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues na tentativa de instalar um artefato explosivo em um caminhão-tanque carregado com mais de 60 mil litros de querosene de aviação, colocando em risco pessoas e patrimônios nas proximidades do aeroporto.

A condenação, inicialmente proferida pela 8ª Vara Criminal de Brasília em 2023, enquadrou o réu no crime de explosão, previsto no artigo 251 do Código Penal, com aumento de pena por envolver um veículo que transportava combustível altamente inflamável.

Seria uma tragédia jamais vista

Segundo a sentença, os três acusados passaram a atuar juntos após se conhecerem no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

A investigação apontou que o grupo pretendia provocar comoção social para pressionar por uma intervenção militar e pela decretação de estado de sítio.

De acordo com os autos, George Washington levou armas, munições e explosivos do Pará, montou o artefato e o entregou a Alan Diego, que contou com o apoio de Wellington Macedo para levá-lo até o caminhão-tanque estacionado na via de acesso ao aeroporto.

O plano foi frustrado após o motorista do caminhão identificar uma caixa presa ao para-lama do veículo durante uma inspeção de rotina.

Ao perceber que se tratava de um explosivo, ele acionou as autoridades antes que a carga seguisse para o terminal.

Laudos periciais concluíram que o artefato continha emulsão explosiva com potencial semelhante ao da dinamite.

A bomba, porém, não explodiu em razão de um erro na montagem do sistema de acionamento.

Para a Justiça, a falha técnica não afasta a configuração do crime, já que o Código Penal também pune a simples colocação do explosivo em local que ofereça risco.

O magistrado rejeitou a alegação da defesa de que Wellington desconhecia o conteúdo transportado. Segundo a decisão, imagens de câmeras de segurança, depoimentos e dados da tornozeleira eletrônica demonstraram que ele conduziu o veículo utilizado para levar Alan Diego ao local onde a bomba foi instalada, participando da execução do plano.

Ao manter a condenação, a Justiça considerou que houve planejamento prévio, divisão de tarefas entre os envolvidos e intenção de provocar caos social.

A decisão também destacou que a escolha das proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília ampliou significativamente o risco à coletividade, embora a explosão não tenha ocorrido por circunstâncias alheias à vontade dos acusados.

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