O Governo do Distrito Federal, através da Secretaria de Saúde, já aplicou 100 mil doses contra a gripe; saiba quem deve se imunizar.
A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal.
A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização. Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais
A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde.
Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas.

Outros vírus e medicação
A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos.
Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra Covid-19
O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional.
Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades.
Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR.
A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos.
Mudança no climaCasos de síndrome respiratória na Grande Brasília, de janeiro até agora, passam de 1.600
O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão.
Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LaCen-GDF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde acompanha o cenário na capital federal, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A.
Onde buscar atendimento

Os sintomas da 'Influenza K' podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da Secretaria de Saúde é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs).
Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h.
Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede Secretaria de Saúde. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto.
O essencial sobre a chamada “gripe K”:
- Não é uma nova doença, mas uma variação do vírus influenza A (H3N2).
- Os sintomas não mudaram e são os mesmos da gripe comum.
- Não há sinais de maior gravidade associados ao vírus até agora.
- Austrália e Nova Zelândia não registraram aumento de mortes ligado ao subclado K.
- A diferença observada foi a duração da temporada de gripe, que se estendeu mais que o normal.
- Grupos de risco continuam os mesmos, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
- Antivirais seguem eficazes, principalmente quando usados no início dos sintomas.
- Testes rápidos ajudam no diagnóstico precoce da influenza.
- A vacinação continua recomendada, sobretudo para evitar casos graves.
- Vigilância e cobertura vacinal são a principal resposta neste momento.
