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"MEMÓRIA DO COVID": Exposição itinerante sobre "recordação da pandemia" foi aberta no Conjunto Nacional

Publicada em: 27/05/2026 10:58 -

Mostra gratuita "A infinita memória da pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros", no Shopping do centro de Brasília, reúne relatos, imagens e homenagens às 700 mil vítimas da pandemia

Banner verde do Memorial Digital da Pandemia da COVID-19 divulga a abertura da exposição itinerante “A Infinita Memória da Pandemia”, em 26 de maio de 2026, às 17h, no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, com fotografia de Erbs Junior que mostra um profissional de saúde segurando teste rápido de COVID-19.

O Ministério da Saúde inaugurou a exposição 'A infinita memória da pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros', no Shopping Conjunto Nacional.

Gratuita e aberta ao público, a mostra reúne relatos, imagens, vídeos, instalações artísticas e testemunhos sobre os impactos da pandemia de 'Covid-19' no Brasil.

A exposição foi construída a partir do 'Memorial Digital da Pandemia de Covid-19' e integra uma ação educativa promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Unicamp e outras instituições ligadas à preservação da memória da crise sanitária.

O espaço conta com 10 estações imersivas que abordam temas como isolamento social, luto, ciência, solidariedade, vacinação e desinformação.

Durante a cerimônia de abertura, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa busca preservar a memória das vítimas da pandemia e estimular reflexões sobre os impactos da covid-19 no país.

“O motivo dessa exposição é, primeiro, homenagear as vítimas da covid-19. Pela primeira vez é possível expor quais são os nomes, a idade e o estado dessas pessoas”, declarou o ministro.

A mostra inclui esculturas, instalações e registros digitais que retratam experiências vividas pela população brasileira durante os momentos mais críticos da crise sanitária.

De acordo com o Ministério da Saúde, a exposição itinerante permanecerá em Brasília até o fim de junho e depois seguirá para outras cidades do país, entre elas São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre e capitais da Região Norte.

O ministro destacou ainda que a iniciativa pretende estimular debates sobre preparação para futuras emergências sanitárias. Durante a fala, Padilha também comentou a condução da pandemia no Brasil e afirmou que parte das mortes poderia ter sido evitada.

“Todos os estudos mostram que pelo menos metade das mortes seriam evitadas se o Brasil não tivesse sido tão irresponsável na produção da vacina, na oferta da vacina ao povo brasileiro e nas mensagens que as autoridades passavam naquele momento”, disse.

700 mil mortes nominadas

O representante da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde no Brasil, Cristian Morales, destacou a importância da preservação da memória das vítimas da 'Covid-19' durante a inauguração da exposição.

Segundo ele, a iniciativa ajuda a transformar os números da pandemia em histórias humanas e reforça a necessidade de preparação para futuras crises sanitárias. “Sem lembrar os nomes é muito difícil entender o que foram essas 700 mil mortes”, afirmou.

Morales ressaltou que a pandemia afetou diferentes grupos sociais de maneiras profundas e que essas experiências não podem ser esquecidas. Ele citou o impacto nas periferias, nas escolas e nas famílias brasileiras durante o período de isolamento social. “É importante conhecer também o que foi a vivência dos moradores nas periferias, das crianças nas escolas que tiveram que aprender à distância. Todas essas experiências que pegaram tanto aqui no Brasil e no mundo têm que ser lembradas todos os dias”, declarou.

Memória viva

Entre os visitantes da exposição, o sentimento predominante era de emoção e reflexão sobre os impactos deixados pela pandemia de covid-19. A aposentada Márcia Lage, de 71 anos, contou que visitava Brasília para ver a irmã e a sobrinha, quando souberam do evento. “Nossa contemporaneidade pode ser dividida antes e depois da covid. Mudou muito o comportamento humano e a forma das pessoas se relacionarem”, afirmou.

A sobrinha dela Júlia Lage, de 26 anos, também ressaltou a importância de preservar a memória da pandemia. Para ela, relembrar o período é fundamental para evitar a repetição de erros e reforçar a importância da ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS). “Foi um momento de muita dúvida, sofrimento e perdas, marcado por um negacionismo científico”, afirmou.

Outro visitante da mostra, Florisvaldo Fier, de 75 anos, afirmou ter se emocionado com os relatos apresentados na exposição. Segundo ele, a iniciativa ajuda a recuperar a memória coletiva sobre um dos períodos mais difíceis enfrentados pelo país. “É emocionante ler os depoimentos das pessoas por aquele momento da covid. É importante recuperar a memória das pessoas para ver o que nós, brasileiros e brasileiras, passamos naqueles dias terríveis da pandemia”, declarou.(*Fonte:CB)

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